
Admirável mundo digital
Alunos do Curso Abril navegam pelas redes sociais e descobrem novas maneiras de se fazer jornalismo
por Elisa Tozzi e Frederico Machado
Não podia ser um caminho mais óbvio e direto. Você vai no Google e descobre o nome do personagem. Entra no Twitter e passa a seguir o perfil do cara. No caso, é Jkrums, para Janis Krums. Entra na página pessoal dele no Facebook, manda um post, pede a entrevista e… faz entrevista.
Talvez não seja assim tão “óbvio e direto” para quem se assume como dinossauro da imprensa, mas foi esse o passo a passo adotado por Alexandre Salvador, Giselle Hirata e Leo Branco, alunos do Curso Abril de Jornalismo 2009. Eles tinham a missão de conversar com a testemunha que, via Twitter, espalhou a imagem do avião Airbus boiando, após um pouso de emergência no Rio Hudson, em Nova York, em janeiro passado. “Como ele era um usuário de redes sociais, achei que seria mais fácil achá-lo por aí”, afirma Leo.
“Os jovens usam a tecnologia com naturalidade”, diz Jairo Mendes Leal, presidente da Editora Abril. “Eles podem nos ajudar a encontrar soluções inovadoras para os atuais desafios que enfrentamos com a multiplicação das mídias.” Não por acaso, doze dos catorze projetos práticos do Curso Abril deste ano estavam ligados ao mundo digital (veja relação na página XX). Em 31dias, 66 estudantes selecionados entre 1865 formandos no país inteiro navegaram, gravaram, postaram – e discutiram entre si, que isso não tem idade – para cumprir a missão recebida de cada “editoria”.
Em MEN’S HEALTH, por exemplo, a tarefa era ampla: produzir e distribuir conteúdo editorial da revista em plataformas móveis. Além de redesenhar o site e fazer reportagens especialmente para a internet, o grupo de alunos preocupou-se em pensar também nos celulares. “O leitor da MEN’S HEALTH está muito familiarizado com a tecnologia”, diz o repórter Felipe Carneiro. “Por isso pensamos num aplicativo no iPhone que informasse de maneira fácil, rápida e em qualquer lugar.” O resultado foi o projeto “MH5 – Bem-estar em 5 segundos”, aplicativo em que o usuário tem dicas de acordo com seus interesses.
O celular não foi apenas plataforma de produção de conteúdo, mas também tema de uma série de vídeos produzidos pela editoria de EXAME. A pesquisa dos alunos passou pelo YouTube. “Usamos o site como um grande banco de imagens que nos permitiu encontrar referências para o nosso trabalho”, diz o jornalista Marcio Orsolini, ele próprio “dono” de um canal pessoal de vídeos no YouTube (assim como outros 55% dos alunos do Curso).
Concebidos e supervisionados pelas redações da Abril, os projetos não são simples exercícios para testar o potencial de novas mídias. O trabalho dos alunos do Curso Abril pode torná-los parte da vida dos consumidores. Tome-se o exemplo do redesenho do site de BOA FORMA. “Devemos aproveitar 80% do layout apresentado e 50% das idéias propostas”, afirma Kaio Medau, editor de internet e orientador do grupo
Como Medau, outros 65 profissionais da Editora trabalharam voluntariamente no Curso. Muitos cuidaram do dia a dia dos projetos, outros compartilharam sua experiência em palestras e bate-papos informais (a lista completa dos participantes está no site do Curso em www.cursoabril.abril.com.br/curso2009). De fora, vieram outros grandes nomes do jornalismo, vários ex-abrilianos, para conversar com os alunos.
Foi bom para os jovens. E foi para a Abril, de acordo com Airton Seligman, diretor de redação de MEN’S HEALTH, que exemplifica com uma área da empresa: “Temos bons profissionais de web, mas o pessoal do Curso funciona como um tubo de oxigênio para arejar e sacudir o nosso caminho obrigatório e inevitável pela internet”.

êêêê.
Post inaugural.
Esqueceu de perguntar a Semanais. A gente também achou personagem pelo orkut ! Unf.
Ei, e o pessoal de Veja? Nós… nós… bem, nós não fizemos nada relacionado a isso.
Ótimo blog, Fred!