Resenhas Esportivas

Grande parte dos textos daqui se referem ao maior time de futebol da história do curso de Comunicação Social da UFMG, o Cleveland Cavanelas. O único Tetracampeão consecutivo!

De pé: Otávio Ogando, Fred Trovão, Paulo Oyama, Felipe Coutinho. No chão: Calebe Asafe, Rodolfo Argentino e Vinisseda

De pé: Otávio Ogando, Fred Trovão, Paulo Oyama, Felipe Coutinho. No chão: Calebe Asafe, Rodolfo Argentino e Vinisseda

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História e McLuhan

 

“Os Cavanelas perderam? O que aconteceu?” Essas duas perguntas, mesmo quando feitas de maneira irônica, trazem um significado muito maior do que o literal. O paradoxo que se criou entre os provérbios “Cavanelas” e “derrota” só pôde ser percebido quando o improvável, o inusitado aconteceu.  Gente que eu não conheço, aquelas que conheço mas nem cumprimento, outras com quem nunca conversei de futebol chegaram até mim para fazer piadinhas criativas, ou até mesmo postaram comentários recordes no orkut. De onde surgiu todo esse interesse pelo McLuhan?

 

Simples. Um marco na história desse torneio aconteceu nesse final de semana. A seqüência inédita de quatro títulos consecutivos de um time da Comunicação foi interrompida. Marco semelhante à queda do muro de Berlim ou à Revolução Francesa, daquelas que mudam o rumo da história. Mas não adianta tentar entender porque elas aconteceram. Um observador mais cauteloso poderia dizer: “eles não estavam completos em nenhum dos jogos que perderam…” Não tiraria sua razão, já que a formação completa dos Cavanelas (aquela que não é necessário dizer qual é, todos sabem) nunca perdeu. Mas é mais louvável premiar os feitos aos seus autores e dar nomes aos bois: os bons times do SolCapimCanelas e TDA. Apesar do bom trabalho, não adianta tentar mudar o rumo das coisas: certos feitos na história são curiosos, com seus autores em segundo plano. Alguém aí se lembra quem matou John Lennon?  O novo campeão (que acredito que venha de um dos extremos da linha cronológica de entrada no curso) seria uma espécie de Mark Chapman (sim, foi ele quem matou Lennon…).

 

Mas aos futuros vencedores um lembrete antigo: chegar ao topo é difícil, manter-se nele é um desafio maior ainda. Aos que estiveram no CEU nesse domingo, considerem-se testemunhas oculares da história, assim como os alemães na fria noite de Berlim de 09/11/1989. Mesmo perdendo os Cavanelas fazem história. Alguns outros, mesmo vencendo, continuam como espectadores e sequer merecem uma nota de rodapé da página desse ilustre torneio.

 

PS: Getúlio Vargas, considerado um dos maiores presidente da história desse país, retornou ao poder por mais quatro anos depois de ter governado por 15. Foi presidente de 1930 a 1945 e voltou nos “braços do povo” em 1951…Semestre que vem tem mais…

 

Frederico Machado(7º período, TETRA-CAMPEÃO, Jornalismo)

 

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É Tetra, acabou!!!!

Mais um título consagra o talento do melhor time da história da Comunicação Social da UFMG

 

Depois de uma semana conturbada, em que muito se falou e provocou os Cavanelas, a resposta veio dentro de campo. Em um verdadeiro passeio, os garotos do sexto período bateram o fraco time do Água de Salsicha por 5×1 e continuam fazendo história: únicos tetracampeões da história do curso e, ainda por cima, consecutivamente.

 

A ansiedade pelo tetra era tanta que muitos Cavanelas chegaram antes mesmo do Cento Esportivo Universitário (CEU) abrir. Acompanhando a ansiedade, a responsabilidade: na noite que precedeu a grande final, 3 atletas que sempre eram vistos na famosa “night” de BH estavam onlines no MSN, o que significa que se pouparam para a grande final. “Mas o Paulo tava na calourada da Belas Artes e ainda tomando muito vinho”, disse um informante que preferiu não se identificar no site www.informantescavanelas.com.br, criado pela diretoria da equipe para vigiar os mais assíduos da gandaia. Mesmo com a noitada, os companheiros tentavam incentivar o perseguido companheiro. “Na final passada foi assim. Ele saiu na noite anterior, veio pro jogo, entrou , fez um gol e vomitou na linha de fundo”, atenuava o capitão Trovão.

 

Se com noitada os resultados positivos aconteciam, quando os cavalheiros de Cleveland se poupam fica mais fácil ainda. Com o apoio massivo das cheerleaders Luisa, Laurinha, Cris, Teresa (isso mesmo, até a Teresinha foi lá), Débora (equipada com pom-pons de cores cavanelas) e Bani, que foi até lá para fotografar os atletas para as figurinhas de um álbum, os Salsichas não encontraram forças para criar maiores problemas. Em um jogo onde não foram ameaçados, a história do semestre passado se repetiu: depois de uma semi-final complicada, uma final tranqüila, com direito a goleada e tudo. Na famosa preleção de antes da partida, palavras fortes: “estão tentando tirar o foco do nosso time para esse jogo com essa história de ingressos esgotados para o Churrascom. Vamos mostrar que dentro das quatro linhas quem manda somos nós”. Em seguida, o grito desorganizado de todos, que já se tornou uma espécie de marcha fúnebre para os adversários que ousam cruzar o caminho dos cavanelas.

 

O jogo: O primeiro tempo foi disputado, mas a superioridade de poderio cavanela se evidenciava a cada lance. Antes da bola rolar, Rodolfo alfinetou: “Num virá mais ninguém não Bené?”. O pivô argentino se referia ao banco de reservas salsicha vazio, com apenas um suplente e duas cheerleaders. Com a bola rolando, a vantagem numérica não conseguia ser traduzida em gols “Estamos errando o último passe, aquele que deixa o companheiro em condições de finalizar”, avaliou Calebe que, mesmo acometido por uma gripe, mostrou muita determinação. “Temos é que adiantar a marcação, roubar a bola na saída de bola deles”, apontava o caminho Vinisseda, que já usou muito dessa estratégia nos campos de terra batida de Sete Lagoas. E acabou dando certo. Em uma boa antecipação, Rodolfo (que depois do Churrascom ficou conhecido como Argentino Louco no McDonalds da Savassi) roubou a bola e bateu forte no canto esquerdo. “Eu avisei, tem que apertar esse Mito, ele é muito fraco”,  apontava o caminho da mina. O único momento de tensão para o goleiro cavanela Felipe foi quando Vinicius escorregou na defesa e perdeu a bola para Frango. O grande destaque Salsicha rolou para Mito que, sem goleiro, se enrolou com a bola e permitiu a recuperação de Vinisseda. O setelagoano deu um carrinho com tanta vontade que foi parar com bola e tudo na grama, impedindo o gol Salsicha. “Eu vi que ele tava demorando demais para bater, ai tive que me recuperar”, contou Vinisseda. Para o primeiro tempo foi só: um placar magro de 1×0.

 

Segundo tempo: Os tricampeões voltaram dispostos a liquidar a fatura. Em mais um erro de Mito, Trovão roubou a bola e tocou na saída do goleiro salsicha Cláudio:2×0. Paul Madureira, apesar da noitada, foi o autor do terceiro tento, batendo mascado da entrada da área. “Esse gol eu dedico ao departamento de Psicologia do Cleveland Cavanelas. A doutora desempenhou um trabalho muito importante de recuperação da minha auto-estima desde que eu perdi aquele gol contra o Time do Augusto no primeiro período”, disse à nossa reportagem Paulo, se referindo ao chamado “gol mais feito da história do McLuhan”. Parece que esse trabalho realmente deu certo, já que Paulo balançou as redes em todas as finais conquistadas pelo time azul royal-amarelo ouro.“A fase pior já passou, quando ele misturava a medicação com esse tanto de bebida. Agora é só alegria” revelou Suzi Fleury, psicóloga do time de Cleveland.

 

Mas estava faltando a chamada bomba de canhota de Sete Lagoas. Após roubar a bola na meia cancha, Vinisseda disparou seu torpedo, inapelável. “Tava faltando essa né Trovão. Agora o show está completo”, disse Vinisseda, apontado como o jogador mais convencido do plantel pelos adversários. Mas ainda faltava o acorde final. Em um contra-ataque fulminante, Vinicius e Trovão pegaram a defesa Salsicha de calças curtas. No rebote de Cláudio, o ala Fred empurrou para as redes. 5×1, mais uma vez de mão cheia para calar os críticos.

 

Comemoração-depois da vitória, todo o glamour de um tetra-campeonato: cambalhotas alusivas à conquista do Brasil em 1994, fotos, carinho das cheerleaders e até mesmo uma carreata pela Avenida Catalão, registrada em um vídeo caseiro de Calebe. No Churrascom, muita bebida e o reconhecimento dos adversários. “Parabéns, foi merecido”, “Vocês topam um desafio contra o resto do curso?” e até mesmo “O McLuhan deveria se chamar ‘Desafio Cavanelas’”. Vinisseda, pouco acostumado com eventos do curso, se surpreendia com o assédio. “Uma menina que eu nunca vi me perguntou se eu era o famoso Vinisseda!”, revelou o fixo. Mas no quesito comemorações, Otávio Ogando se superou. Buscou nos arquivos mais escondidos do operador de áudio Gilberto, um gol Cavanela narrado pelo mais vibrante dos narradores: Alberto Rodrigues. O ícone do rádio mineiro empresta sua voz a um gol cavanela narrado exatamente contra os Salsichas. Essa pérola foi unida aos gritos de comemoração de Galvão Bueno e Pelé depois da vitória de 1994 contra a Itália e um funk foi montado. Som que “bombou” no Churrascom e deixou os adversários mordidos de inveja.

 

Para quem já chegou tão longe, ninguém mais duvida que o hepta-campeonato é uma possibilidade real. Go Cleveland!

 

Nota do editor: Otávio, favor nos presenteie com o Funk Boladão em Mp3.

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A tal atuação de gala

 

Em partida dramática, Cavanelas bate o Casa Verde por 2×1 e avança para a terceira final consecutiva.

 

Se até agora os garotos de Cleveland estavam devendo uma atuação convincente nessa edição do McLuhan, isso já é passado. Jogando com extrema sabedoria e inteligência, o Cavanelas venceu a equipe do Casa Verde (3º período), o sol e a ausência de uma peça importante no elenco: o argentino Rodolfo, suspenso por causa de uma expulsão infantil na última partida da fase de classificação.

 

O jogo- O jogo começou disputado. As duas equipes capricharam na marcação e as chances de gols foram poucas durante a partida. “Foi um jogo muito disputado, nossa equipe marcou muito bem”, analisou o fixo e xerife da zaga Vinisseda. Aos poucos os jovens talentos do Casa Verde começaram a gostar do jogo. As figuras de Breiller e Zulato (ambos não bebem e correm como velocistas) foram os destaques por parte da boa equipe grená-verde. “O Zulato corre demais, eu já não tenho idade para acompanhá-lo em todos os lances”, desabafou o setelagoano Vinisseda, que apesar da idade avançada, esbanja saúde e preparo físico.  O primeiro gol da partida saiu em um contra-ataque rápido, característica marcante do time de Cleveland. “Quando eu peguei a bola em velocidade, logo vi o Vinisseda pedindo bola livre, em condições de marcar”, descreveu Trovão, que puxou a jogada do gol de Vinisseda, que tocou na saída do fraco goleiro Xuxa. Algumas cobranças de falta do Casa Verde ainda levaram perigo ao gol de Felipe, sendo que uma bomba de Breiller, inclusive, explodiu no travessão do gol Cavanelas.

 

Logo no início do segundo tempo os garotos de Cleveland encontraram o segundo gol. Após cobrança de escanteio, Calebe ganhou no ombro de um zagueiro magrinho (num me recordo quem- é exigir demais de um pseudo-jornalista depois da noitada de ontem) e soltou a bomba, rasteira e rasante. Tiro fatal, inapelável para Xuxa.

 

Estratégia arriscada- Depois do segundo gol, os Cavanelas adotaram uma estratégia perigosa, que exigiu muita atenção dos atletas. “Nosso time abdicou de atacar, virou ataque contra defesa”, analisou Calebe. Além do trabalho bem executado na marcação, o Cavanelas usou de muita catimba e estratégia para vencer o jogo. Para se ter uma idéia, nos dois tempos da partida a equipe alcançou o limite permitido de faltas e não ofereceu nenhum tiro livre direto, situação que acontece no futsal quando um time faz uma falta depois desse limite de faltas coletivas. O fixo Calebe, além do gol e de um cartão amarelo, foi excluído da partida por excesso de faltas individuais. “Algumas faltas que fiz foram necessárias”, justifica-se. Nem mesmo Calebe foi capaz de parar Breiller que, em boa jogada individual penetrou na área Cavanela e fuzilou: 2×1.

 

Diante do bombardeio de chutes a gol e oportunidades desperdiçadas pelo Casa Verde no segundo tempo, a figura do goleiro Felipe se destacou. Defesas decisivas e muita segurança garantiram o resultado final do jogo: 2×1.

 

Perto de um feito inédito- 25/11/2006. Anotem essa data. Ela pode se tornar histórica no que diz respeito ao cenário esportivo do curso de Comunicação Social da UFMG. Nunca um time sagrou-se tricampeão do torneio McLuhan, ainda mais em três torneios seguidos. “Se vier o título vamos fazer camisa comemorativa e placa!”, planeja Calebe. Rodolfo vai além: “vamos fazer uma bandeirona e nunca mais converso de futebol com esses calouros malas…”.Apesar dos planos, mais um degrau separa os Cavanelas do feito inédito: a grande final, contra os já conhecidos Lamentáveis, do primeiro período. “Esses calouros vão comer a bola, vão vir com tudo para cima da gente”, ressaltou Otávio ao lembrar da conturbada partida da fase de classificação que terminou 4×2 para o Cavanelas. Os Lamentáveis venceram o bom Time do Augusto (6º) na outra semi-final por 2×1. Para esse jogo, os bicampeões terão o retorno do pivô argentino Rodolfo, mas perdem o ala Fred Trovão, dispensado para cumprir exigências de uma outra atividade. “Esse é um problema do futebol amador, se eu pudesse me dedicar somente ao futebol isso não aconteceria”, lamenta Fred. O desafio está marcado: Cavanelas x Lamentáveis, às 10h no Centro Esportivo Universitário.

Nota do editor: Go Cleveland!

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Abaixo uma análise dos times e grupos de uma das edições do McLuhan, publicada no e-zine do curso de Comunicação Social, o Carol.

 

Depois do sorteio dos grupos da primeira fase do mais tradicional torneio futebolístico do cenário universitário, vamos à uma pequena análise (e não me venham com emails pedindo o mesmo número de caracteres para cada time. Dou os caracteres que cada time merece.). Lembrando que até mesmo a Lei Bosman do saudoso Elifoot 98 foi usada pelos empresários para contratar reforços.

 

G1 –Intruso no meio dos velhotes

Cavanelas (7º): Dispensam apresentações. Tetra-campeões, maior time da história do curso e favoritos novamente ao título. A marra e o elenco reduzido podem ser obstáculos ao penta.

Calouros (1º): Incógnita. Sempre dizem que tem fulano ou cicrano que jogam bem, mas geralmente não têm um bom grupo e pecam pela inocência e falta de espírito de decisão.

Time do Augusto (9º): Última oportunidade para deixarem de ser promessa. Já bateram na trave duas vezes e na edição passada decepcionaram, ficando de fora da fase final. Continuam dependentes da raça de Thiago e do talento de Costolinho.

 

G2 – As mambaias e a soberania Salsicha

Engenharia (6º)- Apesar do faro de gol do artilheiro Cristigol, o time está mergulhado na crise. Nem com Perché melhoraram na edição passada. Sem o rei dos carrinhos e sem o goleiro Tangerina, a briga vai ser boa com os Coalhados.

Coalhados (4º)-  Além da falta de talentos, sofrem com as contusões. Deveriam abandonar o futebol e abrir uma clínica de cirurgia de ligamento cruzado anterior. Pacientes não faltariam. Se a negociação com o veterano Costoli se concretizar melhora um pouco…Seriam três repatriados: Jesus, Ismael e Vô Costoli

Água de Salsicha (8º): Devem se classificar facilmente, querendo se despedir do curso em grande estilo. Ótima campanha no torneio passado e contam com o melhor jogador do último McLuhan: Frango.

 

G3 – O mais disputado (não chega a ser o grupo da morte como andam dizendo ne?)

Lamentáveis (3º)- Bom conjunto, mas faltam jogadores que chamam a responsabilidade para si. Eliminados de maneira melancólica na edição passada, apesar de uma outra boa campanha. Há rumores que o artilheiro da última edição Campolina não jogue nessa, perda que será sentida.

FFFF (2º)- Começaram bem, chegando às semi em 2007/01. Bons jogadores, mas falta algo mais para almejar o título.

Casa Verde (5º)- Perdem dois jogadores para essa edição. O grande destaque, agora conhecido, Osmar, e o fixo Ismael que se transfere para o Coalhados. A primeira ausência deve ser bastante sentida, a segunda já é comemorada por muitos.  Breiler e Zulato continuam carregando o piano…

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Aos trancos e barrancos

 

Cavanelas encontram dificuldades para bater adversário tido como fraco mas vencem e se aproximam de mais uma semi-final

 

Sob o olhar atento de uma grande torcida adversária, os garotos de Cleveland tiveram um jogo difícil contra os veteranos do Água de Salsicha mas venceram pela contagem apertada de 5×4. Com esse resultado, os atuais tri-campeões estão muito perto da próxima fase, podendo até mesmo empatar na última rodada dependendo de outros resultados.

 

O jogo

Mesmo jogando com sua formação completa e sem ter sido prejudicado por festas no dia anterior, o elenco dos Cavanelas fez um jogo abaixo daquilo que pode produzir. Sem o brilho de outras apresentações e aparentemente nervosa, a equipe Cavanela começou bem o jogo, marcando em cima e não dando muitas oportunidades para os Salsichas. Em uma cobrança de falta ensaiada, Trovão fez que iria rolar para Rodolfo Argentino mas passou para Calebe, que soltou a bomba e abriu o placar. O ala de quase dois metros lembrou seus tempos de artilharia no McLuhan passado e foi também o autor do segundo gol, com mais um chute de longa distância que desviou em um defensor e matou o goleiro Cláudio. “Dessa vez o Calebe veio jogar, diferente do ‘morto muito louco do último jogo’”, brincou Vinisseda. Mas os Salsichas cresceram na partida e chegaram ao empate, com dois gols em falhas de marcação da defesa azul royal-amarelo ouro. O equilibrado primeiro tempo terminou empatado por 2×2.

 

Depois de uma conversa ríspida nos vestiários, os Cavanelas voltaram com tudo e resolvidos a matar o jogo. Vinicius fez o terceiro de perna direita, algo pouco comum para quem é conhecido em sua cidade natal como a “bomba canhota de Sélagoas”.  “Eu posso até ter tomado um chapéu do Frango mas até gol de direita eu fiz hoje”, vangloriou-se o conterrâneo do aluno mestrando de Teorias da Comunicação, o Rafa. Além do chapéu em Vinisseda, Frango fez belas jogadas e deu muito trabalho ao setor defensivo cavanela. “O time deles só tem o Bené e o Frango. Tem que colar um marcador em cada e num deixar os caras respirarem”, tentava organizar a zaga Fred Trovão. Tentativa essa em vão, já que em mais uma boa jogada do empenhado time Salsicha, Bené e Frango tabelaram deixando o segundo sozinho para bater no canto esquerda do arqueiro Felipe. Números iguais novamente no placar. Quando todos achavam que o time tricampeão iria se desestabilizar, veio mais uma prova do talento e da vontade de conquistar o tetra. Vinisseda marcou novamente e Rodolfo fez o quinto, dando uma vantagem de dois gols até certo ponto tranqüila. Vantagem que diminiu no final da partida com um gol do Salsicha Erick. Mas já era tarde e ficou nisso: 5×4. Mais um jogo em que o esquadrão do sexto período não joga bem mais sai com a vitória. “É isso que deixa os adversários malucos com a gente. Num jogamos nada mais saímos com os três pontos hoje”, analisou Rodolfo Argentino.

 

Raça do Adversário

A atuação do time do Água de Salsicha surpreendeu os cavanelas. “Eu nunca vi esses caras com tanta vontade de ganhar um jogo. Estão dando carrinho atrás de carrinho”, reclamou  Rodolfo. Os destaques do time foram novamente Bené e Frango, que auxiliados pelo regular ala Erick, venderam caro essa derrota. Lembrando que os Salsichas já enfrentaram os Cavanelas em outras oportunidades e os jogos foram mais fáceis, até mesmo com algumas goleadas.

 

Pressão da torcida

O último jogo da rodada, naturalmente, já conta com um número grande de espectadores, quem joga fica até o final para ver os outros jogos. Nesse sábado, muita gente ficou até o final da manhã torcendo contra os atuais tricampeões. A cada passe errado ou gol adversário, a torcida se manifestava tentando desestabilizar o psicológico dos jogadores cavanelas. “Esse pessoal dos outros períodos num cala a boca na platéia. Até apito eles trouxeram hoje”, reclamou Ogando. Apito esse que se confundia com o do árbitro e gerava estranhamento em alguns lances. “Essa é a hora que você tem que mostrar que está preparado também mentalmente”, concluiu o guru Fred Trovão. “Isso acaba me motivando mais pra pegar o time deles e meter uma goleada”, prometeu Rodolfo.  Os engenheiros que se cuidem na próxima partida.

 

Situação no grupo

Com quatro pontos, os garotos de Cleveland estão empatados com o Casa Verde (4º período) na liderança do grupo da morte. Os adversários da primeira partida levam vantagem no saldo de gols, visto que surraram os fracos engenheiros na manhã desse sábado. Logo atrás, com 3 pontos, estão os Salsichas, que jogam precisando vencer na última rodada. O Cleveland Cavanelas joga sua classificação contra os já desclassificados engenheiros do 3º período, que até agora não pontuaram nessa edição do McLuhan. A próxima e decisiva rodada acontece daqui a dois finais de semana, com uma folga no próximo para os times se recuperarem fisicamente.Segundo o preparador físico cavanela, o ritmo de jogos está intenso e essa paralisação será importante para a conquista do tetra.

 

 

 

 

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